Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

O Método mais Correto na Aplicação do Passe por Wanderley de Oliveira




Olá a todos. Vamos por um cafezinho na xícara e bater mais um papo? 
Amigos, vamos hoje a mais uma pergunta a mim dirigida no menu PERGUNTE-ME no meu blog.
“Olá Wanderley, qual o método mais correto na aplicação do passe? Cada instituição aplica de um método diferente. E o auto-passe de "limpeza"?”
E eu respondi: o método mais correto de aplicação do passe é estar com o coração transbordando de vontade de ser útil a quem está recebendo sua energia. É no coração que o método faz diferença. A pergunta crucial nesse tema, a meu ver, é que sentimento está sendo dinamizado enquanto você está ali diante de quem vem tomar o passe.
O médico que cuida de minha saúde tem grande bagagem em análise de corpos sutis. Ele apresentou uma tese muito interessante em um congresso médico. Usando softwares canadenses para medir as condições do corpo etérico e mental, ele selecionou algumas pessoas e pediu-lhes que orassem por um mendigo que pede esmolas há anos na porta de uma igreja aqui em Belo Horizonte, em uma condição de penúria social lamentável. As primeiras orações foram feitas cheia de piedade na qual eram ditas palavras comuns à grande maioria de nossas preces: “Deus, abençoe aquele pobre homem em sua dor. Ajuda-lhe para ter o que comer e não lhe faltar nada.” As máquinas mediram a tonalidade da aura e do corpo emocional demonstrando, por incrível que pareça, que o campo energético de quem orou era empobrecido e compunha-se de diversos traços de culpa, angústia e egoísmo e alguns poucos filetes de luz.   
Em um segundo grupo, orientado pelo médico, as mesmas pessoas fizeram uma oração, mas desta vez foi-lhes pedido que orassem pensando que aquele mendigo é um filho de Deus, e por isso não precisava de nossa piedade pela sua condição. Então oraram assim: “Deus, na porta daquela igreja encontra-se um filho teu, cheio de luz e rico de esperança. Nele senhor está depositado planos de sabedoria e grandeza espiritual. Que minha energia desperte sua força interior e que ele possa assumir sua grandeza como filho do criador.” O resultado nas máquinas foi surpreendente, porque as cores que se estabeleceram foram de fé, alegria, esperança e força mental, com uma larga aura de luz.
Menciono está experiência apenas para refletirmos que é o nosso campo mental, especialmente o que sentimos, na hora do passe, é que fará a grande diferença. A técnica pode ajudar, todavia, observemos antes que espécie de comunhão afetiva estabelecemos com aquela pessoa à nossa frente.
Eu tenho procurado durante o passe sentir a alma das pessoas, estabelecer uma conexão com a luz interior daquela criatura. Quem consegue enxergar a luz, percebe as sombras sem com elas se envolver. É um exercício muito gratificante e faz da tarefa do passe uma atividade refazente para nós próprios. 
É muito comum o relato de passistas que após a tarefa estão exauridos. Isso acontece porque entram em sintonia ou guardam afinidade com as sombras que atormentam a vida daquele paciente. Aplicam um passe cheio de peninha da pessoa, quando o que ela mais precisa é sentir nossa força de apoio e estímulo para caminhar. Pessoas que se acostumaram a se comportar com excessivo pesar pela dor alheia, não conseguirão exercer essa postura mental durante o passe e, sem habilidade, carregam, em alguns passes, as forças sombrias do paciente para si mesmo. Eis um assunto muito bom para dialogarmos nas equipes passista e avaliarmos os riscos e êxitos no assunto.  
A postura de ter “dozinha” das pessoas está na contra mão da arte de amar. A criatura humana está sofrendo muito, de verdade. E por estar tão fraca e desorientada o que ela mais quer é a mãozinha de alguém na sua cabeça. Não confundamos apoio e consolo com sentimentalismo estéril.
Aliás, a chamada “dó”, que confundimos com piedade, tem muito pouco de amor e uma abundancia de culpa nesse sentimento.
Na tarefa de atendimento fraterno acontece a mesma coisa. Muitos atendentes saem estropiados depois de darem sua palavra “fraterna”. Principalmente se são médiuns. Não aprenderam a se proteger. Envolvem-se de uma forma emocional com a história que desguarnecem seu campo pessoal e consomem parte daquilo que é problema do outro. Aliás, a técnica de proteção pessoal da maior eficiência que aprendi como médium e terapeuta, é não me impressionar com os conteúdos das histórias que as pessoas me contam. Em verdade, elas explicam ou ajudam muito pouco na obtenção da compreensão lúcida das necessidades daquela criatura, além de, quase sempre, nada mais serem que formas sociais de explicar um problema que nem a própria pessoa sabe destrinchar. 
Método de dar o passe! Hum! Será que isso é tão diferencial? Ouço isso há décadas! Sei lá! Quem sabe a discussão sobre a conduta interior de dar o passe seja mais profícua?
Vamos conversando e aprendendo juntos, sempre e sempre.
Claro que eu não tenho nenhuma pretensão aqui de esgotar um assunto que é vastíssimo. Minha idéia é fabricar idéias para que gente comece a conversar sobre o assunto em pauta.
Por isso, eu recomendo, façam perguntas, discordem das idéias, apontem outras melhores, acrescentem no assunto e... Tudo isso... Tomando um delicioso cafezinho. 
Vamos nessa?!


http://www.wanderleyoliveira.blog.br

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