Só há uma religião, a religião do amor/Sathya Sai Baba

Só há uma religião, a religião do amor/Sathya Sai Baba
Só há uma religião, a religião do amor/Sathya Sai Baba
“Deixe seus pensamentos, palavras e ações serem inundados de amor.
Deixe sua vida ser preenchida com amor.
Nada mais é solicitado para se ter a visão do Divino.
O amor é Deus, vivam em amor.”

Sathya Sai Baba

Rua: Comandante Lázaro Lopes, 395 - Jardim Planalto -Próximo ao Shopping Cidade Norte.
Contato: Elaine elainedbarbosa@gmail.com fone: 17- 9134-2220

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez

      Allan Kardec          

                  Paris, primavera de 1857...

... O prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail, após um dia de intensa atividade, relacionada à publicação da primeira edição de "O Livro Dos Espíritos", abre seu caderno de memórias e faz a seguinte anotação:

" Hoje , finalmente, 18 de Abril de 1857, posso dizer que lancei  a público o trabalho mais importante da minha vida graças a enorme benefício que se espalhará...".

Esta página contém o texto integral de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, essa obra basilar da Doutrina dos Espíritos, acompanhada de comentários a respeito de cada uma das perguntas formuladas por Allan Kardec e das respectivas respostas dadas pela Espiritualidade.


Tais comentários, que muito facilitarão o estudo da doutrina, foram extraídos da coleção FILOSOFIA ESPÍRITA, composta de 20 volumes, de autoria do espírito MIRAMEZ, psicografados pelo médium João Nunes Maia e editada pela Editora Espírita Fonte Viva.
Menção especial deve ser feita à Diretoria dessa Editora, que demonstrou grande entusiasmo por esta iniciativa, disponibilizando


Muita Paz para todos!
(in “O Livro dos Espíritos” – Prolegômenos)

QUESTÃO 01 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS


Parte Primeira
Das causas primárias
CAPÍTULO I

                                                  DE DEUS
1. Deus e o infinito. - 2. Provas da existência de Deus. - 3. Atributos da Divindade. - 4. Panteísmo.

Deus e o infinito

                                               1. Que é Deus?

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”

                          FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME I


Questão 01 comentada

CAPÍTULO 01

0001/LE

                              A SUPREMA INTELIGÊNCIA


O primeiro interesse de Allan Kardec foi saber dos Espíritos quem era Deus e eles responderam dentro da maior simplicidade, mas com absoluta segurança: Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.

Não poderemos nos sentir seguros onde quer que estejamos, sem pelo menos alimentar a idéia de uma fonte criadora e imortal. O estudo sobre o Senhor nos dá um ambiente de fé que corresponde, na sua feição mais pura, à vontade de viver. Sentimos alegria ao entrarmos em contato com a natureza, pois ela fala de uma inteligência acima de todas as inteligências humanas, de um amor diferente daquele que sentimos, de uma paz operante nos seus mínimos registros de vida. O Deus que procuramos fora de nós está igualmente no centro da nossa existência, porque Ele está em tudo, nada vive sem a Sua benfeitora presença.

O Criador estabeleceu leis na Sua casa maior, que cuidam da harmonia na mansão divina, sem jamais esquecer do grande e do pequeno, do meio e dos extremos, para que seja dado, a cada um, segundo as suas necessidades. Não existe injustiça em campo algum de vida, pois cada Espírito ou coisa se move no ambiente que a sua evolução comporta; daí resulta o porquê de devermos dar graças por tudo o que nos é colocado no caminho.

É justo, entretanto, que nos lembremos do esforço individual, e mesmo coletivo, de sempre melhorar, como sendo a nossa parte, para alcançarmos o melhor. Aquele que acha que tem fé em Deus, mas que vive envolvido em lugares de dúvida, com companheiros que não correspondem às suas aspirações de esperança, ainda carece da verdadeira fé, iluminada pela temperatura do amor. É a confiança que requer reparo. Assim sucede com todas as virtudes conhecidas e, por vezes, vividas por nós.

Estudemos a harmonia do Universo, meditemos sobre ela, pedindo ao Mestre que nos ajude a compreender esse equilíbrio divino, porque se entrarmos em plena ressonância com a Criação sanar-se-ão todos os problemas, serão desfeitas todas as dificuldades e todos os infortúnios cessarão. Somente depois disso, pelas vias da sensibilidade e pelo porte espiritual que escolhemos para viver, é que teremos a resposta mais exata sobre o que é Deus.

Conhecer e Amar são duas metas que não poderemos esquecer em todos os nossos caminhos. Esses dois estados d'alma abrir-nos-ão as portas da felicidade, pelas quais poderemos viver em pleno céu, mesmo estando andando e morando na Terra. A Suprema Inteligência está andando conosco e falando constantemente aos nossos ouvidos, em todas as dimensões do entendimento, porém, nós ainda estamos surdos aos Seus apelos e passamos a sofrer as conseqüências da nossa ignorância. Todavia, o intercâmbio entre os dois mundos acelera uma dinâmica sobremodo elevada a respeito das coisas divinas, para melhor compreensão daqueles que dormem, e o Cristo, como guia visível através das mensagens, toca os clarins da eternidade anunciando novo dia de libertação das criaturas, mostrando onde está Deus e que é Deus, que nos espera, filhos do seu Coração, de braços abertos, como Pai de Amor


Miramez:


Quem foi Miramez:


Fernando Miramez de Olivídeo era filho de casal nobre do norte da Espanha. Sua mãe nascera na França e seu pai era de origem portuguesa.
Miramez inteligente e estudioso, aprofundava-se na história dos povos e das nações da Terra. Deteve-se com interesse na descoberta das Américas, em cujo evento destacaram-se Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral, apaixonando-se, ainda que sem conhecê-las fisicamente, pelas Terras de Santa Cruz. Tal era o seu interesse por elas, que por várias vezes visualizava-se desembarcando em portos da terra que já sentia ser abençoada.
Acompanhou interessadamente a implantação do trabalho escravo do homem de raça negra, levado à força do continente africano, que, por sua característica passiva, aceitava o grilhão e o açoite, servindo aos interesses daqueles que avidamente se apossaram das terras.
Colocava-se sempre, em pensamento, no meio do povo humilde, regozijando-se com a bravura dos índios, embora no fundo soubesse que acabariam dominados pelos estrangeiros, que dispunham dos meios para submetê-los. Contudo, nesta luta onde os fracos pediam socorro aos homens de bem, os céus jamais ficariam em silêncio, nem deixariam sem resposta os clamores dos oprimidos, apesar do carma coletivo dos povos e nações.
Fernando Miramez era íntimo de Felipe IV, rei da Espanha, que conhecia seus princípios de integridade e os dotes e os dotes de elevada moral de que era portador. Para o rei, Fernando Miramez tinha algumas deficiências que necessitava ser corrigidas: era avesso às guerras, repudiava a violência e propugnava pelo direito dos povos e, principalmente, dos indivíduos.
Desceu Miramez pela primeira vez em corpo físico, nas terras com as quais sempre sonhara. Com que agindo segundo os ditames do coração, descalçou as botas e pisou a terra, sentindo-a sob seus pés, como se identificando com ela, recebendo-lhe o colar. Ao mesmo tempo, lágrimas que marejavam seus olhos caíam no solo generoso que as recebia, umedecendo-se com elas, ocorrendo desse modo uma permuta de valores, cujo resultados benéficos seriam constatados através dos tempos.
Em 1653, desceu no Maranhão, onde se encontrava Fernando, o temido político e pregador, representante de Roma e de Portugal - Pe Antônio Vieira - que em seus famosos sermões acionava forças desconhecidas e dominava com facilidade aqueles que o ouviam. Era esse homem que Felipe IV, rei da Espanha, temia retornasse ao Brasil.
 Em cumprimento à missão de que estava incumbido, comunicava ao seu soberano os acontecimentos que poderiam ser benéficos ao Brasil, omitindo notícias que poderiam prejudicar os povos que nele já lançavam raízes.
Com o passar do tempo e por impositivo do progresso, tudo foi mudando, e assim acontecia com os conceitos e interesses. Isso agradava sobretudo ao nosso personagem, que já tinha nos índios e nos escravos a sua própria família.
Miramez, então, resolveu enviar procurações a amigos de sua confiança, autorizando-os a dispor dos seus bens e distribuir o resultado entre os carentes e sofredores da Península Ibérica.
Não chegou a ficar sabendo o que foi feito de suas riquezas materiais, porém, passou a viver um estado de consciência tranqüila, única riqueza que acompanha seus portadores eternidade a fora.
Após aquela providências, sua vida em muito mudou. Aquele homem culto e fascinante foi descoberto pelos catequizadores entre os índios e os escravos africanos, como pastor de dois rebanhos. Alguns índios e negros não se davam bem, hostilizando-se mutuamente. Trabalhando arduamente pela aproximação e convivência das duas raças, em pouco tempo seus esforços eram coroados de êxito, quando índios e negros festejavam juntos suas tradições, unidos pelos laços da amizade e do sofrimento.
Miramez, então, passou a freqüentar o grupo de cataquizadores por encontrar ali campo propício à prática dos seus ideais. Como resultado de seu trabalho e esforço conjunto, mais tarde foi promulgada, em 1680, a lei de proteção aos índios.
Junto com jovens escravos, que vez por outra recebiam permissão de seus senhores para visitares seus pais e avós, Miramez, certa manhã, buscou os casebres para rever seus tutelados, levando-lhes o conforto de sua palavra fraterna e confortadora. Todos o tinham como o "Pai Branco", "Filho do Sol" ou "Homem Que Veio da Luz".
 Quando encarnado era, alto, de porte esbelto e nobre, cabelos encaracolados da cor de ouro velho, os quais trazia amarrados para trás. Tinha testa ampla, denotando inteligência, tez bronzeada pelo tórrido sol do norte, olhos verdes que lembravam os canaviais; os dois incisivos da frente eram ligeiramente separado.
Apesar do constante sorriso nos lábios, seu semblante era grave; algumas rugas já demonstravam as conseqüências do desconforto físico e dos trabalhos em favor dos humildes.
 Seu desencarne ocorreu num quadro de elevada suavidade. Os negros e os índios catequizados formavam extensa fila para beija-lhe as mãos, que tanto os ajudaram a viver. Enquanto este lúcido, Miramez abençoava-os, um por um.
Nos momentos derradeiros, Fernando Miramez de Olivídeo percebeu a presença da mãe extremosa, bem como de sublimada entidade que ele prefere não identificar, por julgar não merecer tamanha honra,
Com lágrimas nos olhos, Miramez desprendeu-se do vaso físico e, já fora dele, chorou de felicidade e agradecimento, por ter ingressado no Brasil pelas portas do amor e da caridade, que lhe foram abertas por Jesus.
(Esta biografia foi extraída do livro INICIAÇÃO, psicografado pelo médium João Nunes Maia, ditada pelo espírito LANCELLIN, conforme informações contidas no livro da fonte de pesquisa: Horizontes da Mente psicografado por João Nunes Maia, pelo espírito de Miramez)

PERFIL DE MIRAMEZ

2 comentários:

  1. muito gratificante conhecer , os ensinamentos onde possamos aprender um pouco do que passou com miramez.... isso faz parte de um grande conhecimento e aprendizado ....
    desde ja (sou grato por este conhecimento.)

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  2. Boa noite. Estou fazendo um estudo do Livro dos Espiritos e achei muito interessante esse blog. Existe a continuação desse estudo ou somente este capitulo? Se houver, gostaria de saber como continuar minha leitura por aqui, Obrigada.

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