Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sintonia


Todas  as coisas que existem no Universo vivem em regime de afinidade. Desde o átomo até os arcanjos tudo é atração e sintonia. Nada que te alcança a existência é ocasional ou fruto de  uma reação sem nexos. Teu livre-arbítrio indica com precisão a posição que ocupas  que no Cosmo, uma vez que cada indivíduo deve a si mesmo a conjuntura favorável ou adversa em que se situa no momento atual.

Vieste da inconsciência – simples e ignorante – e, pela lei da evolução, caminhas para a consciência escolhendo a estrada a ser percorrida.
  • Encontrarás o que buscas.
  • Tens a posse daquilo que deste.
  • Convives com quem sintonizas.
  • Conhecerás o que aprendeste, mas somente incorporas na memória o que vivenciaste
  • Avanças ou retrocedes de acordo com a tua casa mental.
  • Felicidade e infelicidade são subprodutos de teu estado íntimo.
  • Amigos são escolhas de longo tempo.
  • Teu círculo doméstico é a materialização de teus anseios  e de tuas necessidades de aprendizagem.
  • Pelo  teu jeito de ser, conquistarás admiração ou desconsideração.
  • O que fizeres contigo hoje refletirá no teu amanhã, visto que o teu ontem decidiu o teu hoje.

Com teus pensamentos, atrais, absorves, impulsionas ou  rechaças. Com tua vontade, conferes orientação e rumo, apontando para as mais variadas direções. Sintonia é a base da existência de toda alma imortal. Seja na vida física seja na vida astral,  a lei de afinidade é principio divino regendo a ti, a todos os outros e a tudo.

Observa: viver no drama ou na realidade, na aflição ou na serenidade, na sombra ou na luz, é postura que está estritamente relacionada com teu modo de sentir, pensar e agir.

Referência: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, de Francisco do Espírito Santo Neto (espírito Hammed)



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Duplo Etérico

Duplo etérico


O Duplo Etérico é responsável pela produção de ectoplasma, funcionando como um reservatório de energia vital (prana).
O Duplo Etérico atravessa o corpo físico numa configuração transparente, numa emanação de cerca de seis milímetros em todos os sentidos.
Há ocasiões em que o duplo é observado num tom rosa esbranquiçado impregnado por tons azuis emitindo algumas fulgurações de tom violeta. Há por vezes um brilho alumizado, outras vezes não.
O Duplo é sensível:

- ao calor
- ao frio
- ao magnetismo
- ao perfume
- a condimentos ácidos
- a drogas
- a sedativos
- a entorpecentes
- ao toque humano

Uma das funções mais importantes do duplo etérico é transmitir para o cérebro físico as vibrações das emoções, dos impulsos e sentimentos da alma. Ele faz a ponte entre corpo físico e o campo astral.
... corpo é formado de matéria ( que tem massa e ocupa lugar no espaço)
... campo (maior leveza) é a zona do espaço onde se verifica um fenômeno, é uma armazenagem de energia.
Exemplo bem simples:

A chama de uma vela produz um campo de calor.

- chama da vela calor
- matéria em combustão energia
- corpo campo
É o que muitos chamam de campo astral
Campo astral é o campo dos sentimentos.
É um conjunto de campos:
campo do sentimento; da memória; da senibilidade; das sensações; campo das emoções

As emoções vêm dos impulsos básico.
Os sentimentos vêm do coração, da alma.

As sensações são o contato da alma com o mundo físico e o mundo extrafísico.
Elas acontecem num tempo chamado presente. Depois de percebida, a sensação vai para a memória e vira lembrança.

Exemplo:

Você cai e se machuca, sente dor na hora. Uma semana depois a dor não está presente no corpo mas na lembrança.
O tombo --> é no presente
é na realidade física
a dor ---> a sensação desagradável no corpo
a sensação ( enquanto durar, enquanto for presente na machucadura)
depois --> no futuro, a dor passou; ficou só a lembrança dela.
A sensação vive só no presente.

O contato com a alma é o próprio "sentir"das suas emoções, dos seus sentimentos, dos fatos.
Quando sentimos raiva , a raiva dá e passa. Você não é a raiva, você sente a raiva.
A raiva é uma Emoção.
Já o amor é sentimento
A raiva passa, o amor permanece.
O sentimento é mais duradouro.
Você sente o amor , mas não é o amor.
Você é aquele (ser) que sente.
Você sente alegria, prazer, tristeza, bondade...
... o sentir acontece no seu campo astral.
A Alma fala com você através das sensações. Valorize o que você sente.

(do livro: Primeira lição / uma cartilha de metafísica/ Maria aparecida Martins ed.Vida&consciência)

A URGÊNCIA DA TRANSFORMAÇÃO






Quando se vê diante de uma crise radical, quando seu antigo estilo de existir no mundo - de interagir com os outros e com o reino da natureza - não funciona mais, quando sua sobrevivência é ameaçada por problemas
aparentemente incontornáveis, uma forma de vida individual, bem como uma espécie, morrerá ou ultrapassará as limitações da sua condição por meio de um salto evolutivo.
Acredita-se que as formas de vida no nosso planeta tenham se originado no mar. Quando ainda não havia nenhum animal sobre a terra firme, o mar já estava cheio de vida. Então, a certa altura, uma das criaturas marinhas deve ter começado a se aventurar pelo solo. Talvez ela tenha se arrastado por alguns
centímetros. Depois, exausta por causa da enorme força gravitacional do planeta, pode ter voltado à água, onde a gravidade é quase inexistente, pois ah conseguiria viver com muito mais facilidade. Mais tarde, ela tentaria de novo, de novo e de novo. Muito tempo depois, esse ser se adaptaria à vida na terra, desenvolvendo pés em vez de nadadeiras e pulmões em lugar de guelras. Parece improvável que uma espécie se expusesse a um ambiente tão estranho e sofresse uma transformação evolucionária, a não ser que fosse compelida a fazer isso por uma situação extrema. Talvez uma grande área de mar tenha passado a receber um volume cada vez menor de água do oceano principal, o que, ao longo de milhares de anos, poderia forçar os peixes a deixar seu habitat e evoluir. Responder a uma crise radical que ameace nossa própria sobrevivência - esse é o desafio que se apresenta à humanidade neste momento. O distúrbio
da mente humana egóica, identificado há mais de 2.500 anos pela antiga sabedoria dos mestres e agora ampliado pela ciência e a tecnologia, é pela primeira vez algo ameaçador à sobrevivência do planeta. Até pouco tempo atrás, a transformação da consciência humana - também apontada por sábios
do passado - era não mais do que uma possibilidade, compreendida por alguns raros indivíduos, independentemente de sua formação cultural e orientação religiosa. Um florescimento disseminado da consciência da nossa espécie não aconteceu porque até então isso não era imperativo.
Uma parte significativa da população do planeta logo entenderá, se é que isso já não aconteceu, que nossa espécie está diante de uma escolha radical: evoluir ou morrer. Uma porcentagem ainda relativamente pequena da humanidade - mas que cresce com rapidez - já está vivenciando o rompimento com os antigos padrões mentais egóicos e a emergência de uma nova dimensão de consciência. O que está surgindo agora não é um sistema inédito de crenças, não é uma religião diferente, não é uma ideologia espiritual nem uma mitologia. Estamos chegando ao fim não só das mitologias como também das ideologias e dos sistemas de crenças. A mudança é mais profunda do que o conteúdo da nossa mente e do que nossos pensamentos. Na verdade, na essência da nova consciência está a transcendência do pensamento, a recém-descoberta capacidade de nos elevarmos ao pensamento, de compreendermos uma dimensão dentro de nós que é infinitamente mais vasta do que ele. Já não extraímos nossa identidade, o sentimento de quem somos, do fluxo incessante do pensamento, que, na antiga consciência, considerávamos ser nós mesmos. E para um indivíduo é uma libertação saber que ele não é aquela "voz dentro da cabeça". Quem ele é então? E aquele que compreende isso. A consciência que é anterior ao pensamento, ao espaço em que este - ou a emoção, ou a percepção sensorial - acontece. O ego não é mais do que isto: identificação com a forma, o que
basicamente corresponde a formas de pensamento. Se o mal tem alguma realidade (e ela é uma realidade relativa, e não absoluta), esta também é uma definição dele: identificação com a forma - formas físicas, formas de pensamento, formas emocionais. Isso resulta de uma total falta de consciência da nossa ligação com o todo, da nossa unidade intrínseca com todos os "outros" e com a Origem. Esse esquecimento é o pecado original, o sofrimento, a ilusão. Quando essa ilusão da completa separação governa tudo
o que pensamos e fazemos, que tipo de mundo criamos? Para responder a essa pergunta, observe como as pessoas se relacionam entre si, leia um livro de história ou veja o noticiário na televisão hoje à noite.
Se as estruturas da mente humana permanecerem imutáveis, vamos sempre terminar recriando fundamentalmente o mesmo mundo, os mesmos males, o mesmo distúrbio.

ECKHART TOLLE O DESPERTAR
— DE UMA NOVA — CONSCIÊNCIA

As formas pensamento



Já os magnetizadores da primeira metade do século passado haviam notado que os sonâmbulos não só percebiam o pensamento das pessoas com quem se punham em relação, sob a forma de imagens geralmente localizadas no cérebro,com também, eventualmente, fora dele, e mais ou menos imersos na aura da pessoa que, na ocasião, tinha na mente o pensamento correspondente à imagem.
Ainda agora, nos tempos que correm Maria Reynes, clarividente sonâmbula, e célebre pelas investigações do Dr.
Pagenstecher sobre as suas faculdades psicométricas, deu a seguinte resposta a uma pergunta do seu hipnotizador: Quando me ordenam que veja, percebo o interior de meu estômago e nele, nitidamente, a úlcera que me atormenta, sob a forma de sangrenta mancha vermelha. Vejo a forma do meu coração e sinto-me capaz de ver o cérebro do doutor, desde que mo ordene.



Assim foi que, muitas vezes, lhe vi no cérebro a imagem radiosa da sua genitora, bem como de pessoas outras nas quais ele estava pensando, sem mo dizer.
E sempre que assim sucedia, confessava-me ele que as imagens por mim percebidas eram perfeitas.
Os teósofos, que têm sempre muitas observações a respeito das formas do pensamento, afirmam apoiados em declarações de seus videntes -entre eles Annie Besant e
Leadbeater - que as ditas formas do pensamento não se restringem às imagens de pessoas e coisas, mas atingem as concepções abstratas, as aspirações do sentimento, os desejos passionais, que revestem formas características e estranhamente simbólicas .
A este respeito, importa acentuar que as descrições teosóficas desse simbolismo do pensamento estão em surpreendente concordância com as dos clarividentes sensitivos.
Vamos aqui resumir o trecho de um livro (Thought-formes) de Annie Besant e Leadbeater, para compará-lo depois a uma outra passagem tomada às declarações de um sensitivo clarividente. Eis o que a respeito diz esses autores: Todo pensamento cria uma série de vibrações na substância do corpo mental, correspondentes à natureza do mesmo pensamento, e que ai combinam em maravilhoso jogo de cores, tal como se dá com as gotículas de água desprendidas de uma cascata, quando atravessadas pelo raio solar, apenas com a diferença de maior vivacidade e delicadeza de tona.
O corpo mental, graças ao impulso do pensamento, exterioriza uma fração de si mesmo, que toma forma correspondente à intensidade vibratória, tal como o pó de licopódio que, colocado sobre um disco sonante, dispõe-se em figuras geométricas, sempre uniformes em relação com as notas musicais emitidas.
Ora, este estado vibratório da fração exteriorizada do corpo mental, tem a propriedade de atrair ai, no meio etéreo, substância sublimada análoga à sua.
Assim é que se produz uma forma pensamento, que é, de certo modo, uma entidade animada de intensa atividade, a gravitar em torno do pensamento gerador...
Se este pensamento implica uma aspiração pessoal de quem o formulou- tal como se dá com a maioria dos pensamentos - volteia, então, ao derredor do seu criador, pronto sempre a reagir benéfica ou malèficamente, cada vez que o sinta em condições passivas.
Estranhamente simbólicas as formas do pensamento, algumas delas representam gràficamente os sentimentos que as originaram.
A usura, a ambição, a avidez, produzem formas retorcidas, como que dispostas a apreender o cobiçado objeto.
O pensamento, preocupado com a resolução de um problema, produz filamentos espirais.
Os sentimentos endereçados a outrem sejam de ódio ou de afeição, originam formas-pensamentos semelhantes aos projéteis.
A cólera, por exemplo, assemelha-se ao zigue-zague do raio, o medo provoca jactos de substância pardacenta, quais salpicos de lama.
Outro sensitivo clarividente, Sr. .E.A. Quinton, também nota, a propósito das suas visualizações de pensamentos alheios, o seguinte:
Em três grupos podem ser subdivididas as formas pensamentos por mim percebidas: - as que revestem o aspecto de uma personalidade, as que representam qualquer objeto e as que engendram formas especiais...
As inerentes aos dois primeiros grupos explicam-se por si mesmas; as do terceiro, porem, requerem esclarecimento.
Um pensamento de paz, quando emitido por alguém profundamente compenetrado desse sentimento, torna-se extremamente belo e expressivo.
Um pensamento colérico, ao contrário, torna-se tão repugnante, quanto horrível.
A avidez e análogas emoções, por sua parte, originam formas retorcidas, curvas, semelhantes às garras do falcão, como se as pessoas que as emitem desejassem algo
empalmar em benefício próprio. (Ligth, 1911, pág. 401).
Pelo visto, destas declarações ressalta a concordância de clarividentes e teósofos, no afirmarem que os impulsos pessoais da ganância e análogos desejos originam formas tortuosas do pensamento.E uma circunstância notável, essa.
Naturalmente, no que diz com a realidade das formas abstratas do pensamento, não possuímos, até agora, outra prova além da resultante da uniformidade dos testemunhos de diversos clarividentes.
Todavia, apresso-me a declarar que, para as afirmações dos sensitivos, relativamente às formas concretas do pensamento -, isto é, pensamento-forma representando pessoas ou coisas - tem na fotografia uma prova absoluta, de vez que a chapa as registra.
Somos, destarte, levados a conceituar lògicamente a declaração dos videntes, no que concerne às formas do pensamento abstrato.
E de fato já se tem demonstrado que, quando sonhamos com qualquer pessoa ou coisa, estas se concretizam em imagem correspondente.
Assim, tudo contribui para a suposição de que as ideias abstratas também devem concretizar-se em alguma coisa que lhes corresponda.
Resta ainda falar de um traço característico, ou faculdade que as formas do pensamento podem apresentar qual a de, em circunstâncias especiais, subsistirem por mais ou menos tempo no ambiente, ainda que deste se tenha afastado, ou mesmo falecido, a pessoa que os engendrou.
E o que em linguagem metapsíquica se chama persistência das imagens.
Vou citar alguns exemplos deste gênero.
Neste primeiro episódio, as imagens pensadas ficam apenas algumas horas no ambiente em que foram engendradas.
Este fato; respiguei-o da preciosa obra de Vicem Turvey - The Beginninq of Senshvp - na qual o autor analisa as próprias faculdades de clarividente sensitivo e médium. Antes de tudo, advirto que Turvey, falecido muito jovem, em consequência de uma tuberculose, era um perfeito cavalheiro, instruído e rico, que, prevendo o seu prematuro passamento, perseverou até ao fim no exercício gratuito das faculdades mediúnicas, a prol da causa espiritualista. Sempre que ocorriam fenômenos ou incidentes importantes, tinha ele ocuidado de obter dos experimentadores uma resenha dos fatos, e, assim, utilizando essa documentação para ilustrar a sua obra, conferiu-lhe valor científico.
Essa obra contém vários casos de visualização de formas-pensamento, entre as quais esta:
No dia 26 de Fevereiro de 1908, bateu-me à porta um distribuidor de brochuras e revistas da Sociedade de propaganda cristã, e acabou por conseguir que eu lhe comprasse um número da revista, a título de experiência.
De pronto, despertou-me atenção um artigo sobre o Espiritismo, no qual não se contestava a realidade dos fatos, mas atribuía-se-lhes uma origem diabólica.
Mandei entrar o visitante e logo engajamos, a propósito, viva controvérsia.
Por fim, com sois acontecer nestes casos, cada qual se retirou na suposição de haver batido os argumentos contrários.
Assim, não se retirou o adversário sem elevar a Deus uma prece, para que me abrisse os olhos à verdadeira luz .
Quereria com isso dizer me fosse aniquilada a diabólica faculdade da clarividência -, que sem embargo foi, desde os tempos mais remotos, o sinal dos servos e profetas de Deus -,
e esclarecido o meu espírito de modo conformativo com as opiniões dele suplicante.
Isto feito, lá se foi, assegurando-me que dali por diante os diabos ficavam expulsos de minha casa.
Pouco depois, recostava-me ao sofá, para repousar e meditar, e eis que repentinamente me surgem três diabinhos, absolutamente idênticos ao tipo ortodoxo: - corpo humano, pés de bode, pequenos chifres atrás das orelhas, cabelos lanudos, quais os dos negros, tez cobreada.
Francamente, confesso haver sido de susto a minha primeira impressão, e creio que o mesmo sucederia a qualquer outro observador.
Meu primeiro cuidado foi erguer-me, para melhor certificarme de que não estava sonhando.
Sem embargo, lá estavam os diabinhos!
Alucinação. . . quem sabe? Mas a coisa era, nem mais nem menos, idêntica, ao que se dava quando eu divisava os
espíritos, nas sessões mediúnicas -, Espíritos esses, sempre identificados por um assistente.
Concentrei-me, então, no intuito de atingir o estado que denomino -condição superior, graças à qual as faculdades clarividentes se me tornam mais latas do que quando as utilizo em público. Conseguido o meu desideratum, não tardou percebesse que os tais diabinhos não passavam de formas efêmeras, como se fossem figuras de papelão.
Os Espíritos-guias sugeriram-me, então, uma sentença cujo sentido ora me não corre, e que teve a virtude de desintegrar e dissolver instantaneamente os tais diabinhos.
Para dar idéia do seu desaparecimento, direi que eles se transformaram em pequenas nuvens, semelhantes à fumaça do alcatrão.
E assim me exprimo por serem tais a cor e o cheiro dessas formas-pensamento,engendradas por um indivíduo que, de boa fé, acreditava houvesse Deus criado seres maléficos com pés de bode só intuito de atormentara Humanidade.
Estas formas-pensamento aparecidas a Turvey, posto que curiosas, interessantes, devido às circunstâncias especiais em que se produziram, são na realidade absolutamente idênticas
às formas percebidas pelos clarividentes.
Apenas, como já o disseram, elas apresentam o traço característico, assaz raro, de haverem persistido algum tempo no ambiente em que foram engendradas, o que depende da intensidade do pensamento emitido.
E daí, observar-se que, habitualmente, as formas persistentes por longo tempo são as que se prendem a situações emocionantes, tràgicamente intensas no agente
provocador.
E' provável, portanto, que certas aparições de fantasmas, inertes e sem vida nos sítios mal-assombrados, não passem de formas-pensamento engendradas na mente da pessoa tràgicamente falecida em tais sítios. Importa frisar que nos repositórios de comunicações mediúnicas, desde Allan-Kardec a Stainton Moses, encontram se mensagens de entidades espirituais com alusões à possibilidade de formas fantasmáticas, ou assombrações, que são
puras formas de pensamento. Esta possibilidade é também confirmada em certos casos, a posteriori, pela contraprova da identificação pessoal da forma-pensamento percebida.
Assim, por exemplo, no seguinte caso extraído da obra de Myers, tratando da Consciência Subliminal. (Procealings of the S. P. R., vol. IX, pág. 79).
No caso ocorrente a médium era a senhorita A. . . , muito distinta e instrui da, perfeitamente a par dos métodos de investigação cientifica, que permitem o resguardo das
sugestões inconscientes.
Convidada pela condessa Radmor, em sua residência de Longford, obtivera, no curso de uma experiência de escrita automática, a seguinte comunicação oriunda da entidade Esteie, que habitualmente se manifestava por seu intermédio.
- Perguntas-me o que vejo neste ambiente. Aqui o tens: vejo muitas sombras e alguns Espíritos; vejo, igualmente, um certo número de coisas refletidas. Saberás informar-me se no quarto de cima morreu alguma criancinha mais ou menos de repente?
- Porque mo perguntas?
- Porque diviso constante, a sombra de uma criancinha lá no quarto junto ao teu.
- Mas, é só uma sombra?
- Sim, exclusivamente.
- Que queres com isso dizer?
- Que uma sombra se forma quando alguém pensa de modo intenso e constante em outra pessoa, gravando-se assim, no meio ambiente, a sombra e a recordação do pensamento.
E uma forma objetiva do pensamento, o que, por conseguinte, me leva a crer que os pretensos fantasmas dos assassinados, como dos que sucumbem de morte violenta são, mais das vezes, sombras ou imagens, que não Espíritos confinados.
E antes a consequência do pensamento do assassino, que, obsidiado pela idéia do crime cometido, projeta exteriormente a sombra ou imagem da sua vítima.
Ao demais, seria para lamentar que as almas sofredoras, depois de haverem sofrido no mundo, fossem quais fossem as
suas faltas, ainda devessem penar aqui, sob a forma de espíritos confinados.
Não esqueças, contudo, que estes existem realmente e são numerosos.
A propósito, assim se externa à condessa Radmor. Com referência à comunicação supra, confirmo a morte de um irmãozinho de tenra idade, em consequência de convulsões e precisamente no quarto inculcado pela presença das formas. O que não posso atinar é como a senhorita A. . .
Pode adivinhar, e, sobretudo, indicar o quarto em que se dera o falecimento.
Esta declaração da condessa patenteia que o caso em apreço equivale a uma prova de identificação pessoal, confirmativa das afirmações da personalidade mediúnica.
Assim se demonstra o bom fundamento da tese por nós sustentada, concernente à realidade objetiva das formas pensamento, e a possibilidade da sua persistência mais ou menos
longa nos ambientes em que se formam desse modo originando um grupo especial de fantasmas assombradores. -
E também de notar que no livro recente de H. D. Bradley -Towards the Stars, encontram-se declarações idênticas, provenientes de personalidades mediúnicas, através dos
célebres médiuns Srs. Osborn Leonard e Travers-Smith.
Eis, por exemplo, o que diz a personalidade mediúnica de Johannes, pelo médium Leonard:
E preciso, em primeiro lugar, explicar-te o em que consistem os fantasmas em questão.
São fantasmas do vosso cérebro. Não são espírito nem matéria.
Consistem num elemento de atividade intelectual, que deixou atrás dela a sua impressão.
Só os possuidores de faculdades psíquicas muito desenvolvidas podem perceber essas formas-pensamento.
Perguntas-me porque alguns desses fantasmas se formam em determinados meios e não noutros, onde mais lógica, seria a sua aparição. E que o fenômeno depende da intensa
vitalidade da idéia geratriz. Uma prisão, um manicômio, são indubitàvelmente os ambientes menos suscetíveis de assombramentos, porque também mais desertos de esperanças
e atividades vitais.
Muito mais provável é, portanto, que o fantasma de um assassino assombre o local do seu crime do que o de sua execução quando condenado pela justiça humana.
E Astor, o Espírito-guia de Travers Smith, adverte por sua vez:
Os fantasmas, isto é, as formas-pensamento, aparecem às vezes espontaneamente, devido a emoções terríveis, conjugadas ao pavor que lhes causam os elementos necessários à sua exteriorização. Assim aí compreendes não seja a Torre de Londres um lugar assombrado. Tendo sido um presídio, parece-me, vale por um ambiente no qual a mentalidade dos encarcerados se tornava obtusa, devido à triste monotonia da própria condição, desprovida de qualquer sentimento emocional ou passional, ou seja, assim um estado de desesperação resignada. E o desespero não é elemento propício à formação de fantasmas.
Antes de passar a outro assunto, vou ainda relatar um episódio cuja interpretação é, antes do mais, embaraçante.
O Sr. Joseph Briggs publicou a ata de uma sessão realizada em sua casa, com a famosa médium Sra. Everitt, criatura rica, que apenas trabalhava por amor à causa.
Omito as manifestações obtidas, para só tratar de que nos
interessa. Diz o narrador: Notável incidente veio misturar-se às manifestações,
quando um dos assistentes, dotado de clarividência - o Sr. Aron Wilkinson -, exclamou de repente: rum papagaio pousa me no ombro e agita as asas... Agora, voou sobre a Sra.
Everitt... (A Sra. Everitt estava assentada do outro lado da
mesa) . Ela declara, por sua vez, estai sentindo o contacto da ave.
Wilkinson continua: Agora o papagaio canta o God Save the Queen (o hino real). Agita novamente as asas, sobe, ei-lo que se foi.
Episódio incompreensível para todos, menos para a Sra. Everitt, que logo o explicou, contando que havia meses se incumbia de guardar um papagaio, que muito se lhe afeiçoara.
Ainda na véspera recebera de casa uma carta, na, qual lhe informavam que o bicho aprendia ràpidamente a cantar o hino real.
Todos os presentes ignoravam o fato e há a considerar que a Sra. Everitt reside em uma província distante. Este incidente é único no rol de minhas experiências. (Light, 1903, pág. 492). Não há dúvida de que o episódio em apreço se explica por um fenômeno de objetivação do pensamento subconsciente da Sra. Everitt.
A circunstância de haver na véspera recebido uma canta, em que se lhe informara que o papagaio aprendera a cantar o hino a que aludira o clarividente Wilkinson, não serve senão para demonstrá-lo ulteriormente.
Não obstante, a descrição do vidente, combinada com a afirmativa do médium, de lhe haver sentido o contacto, tenderia a provar a presença de uma materialização da imagem de um papagaio, e não da mera objetivação de uma forma fluídica de pensamento.
E isto é ainda mais verossímil, se considerarmos que a Sra. Everitt possuía notáveis faculdades de materialização.
Assim sendo, este episódio pertenceria à categoria dos fenômenos de ideoplastia, de que nos vamos ocupar mais adiante.
Se tratasse realmente da materialização de imagem subconsciente, dever-se-ia, contudo, notar uma circunstância primariamente excepcional: -a de serem as materializações do pensamento, com raras exceções, constantemente plásticas, ou seja, inanimadas, ao passo que, no caso vertente, o papagaio materializado teria voltejado pela sala, como se fora
um ser vivente.
Sem embargo, poder-se-ia sustentar que o fato também pode ser explicado pela ação da vontade subconsciente do médium, que poderia ter agido a distância sobre a sua própria criação ectoplásmica, determinando-lhe os movimentos.
Termino a segunda parte desta obra, advertindo que, até aqui, não se cogitou senão de modalidades de objetivação de pensamento que não fossem suscetíveis de demonstração experimental, pròpriamente dita.
Doravante, porém, nossas pesquisas se prenderão a duas categorias de fatos, graças aos quais atingimos a prova experimental científica da existência incontestável de uma projeção objetivada das formas pensamento, observadas pelos videntes.
Assim, constataremos ao mesmo tempo a existência provável de uma projeção objetivada do pensamento, seja nos casos alucinatórios provocados por sugestão hipnótica, seja nos de alucinação espontânea ou voluntária entre os artistas, e, em geral, nas alucinações patológicas propriamente ditas.

LIVRO
PENSAMENTO E VONTADE
ERNESTO BOZZANO

A cura pela fé!




A cura pelo poder ilimitado de Deus do livro "A eterna busca do homem":
Há três tipos de doença: física, mental e espiritual. A doença física ocorre devido às diferentes formas de condições tóxicas, processos infecciosos e acidentes. A doença mental é causada pelo medo, preocupação, raiva e outros distúrbios emocionais. A doença espiritual deve-se à ignorância do homem
sobre sua verdadeira relação com Deus.

A ignorância é o mal supremo. Quando a eliminamos, também eliminamos as causas de todos os distúrbios físicos, mentais e espirituais. Meu Guru, Sri Yukteswarji, costumava dizer: "A sabedoria é o melhor depurativo." ·Tentar vencer os vários tipos de sofrimento pelo poder limitado dos métodos
materiais de cura muitas vezes acaba em frustração. Somente no poder ilimitado dos métodos espirituais pode o homem encontrar a cura permanente para as "desordens" do corpo, da mente e da alma. Devemos procurar em Deus esse poder infinito de cura. Se você tem sofrido mentalmente com a perda de entes queridos, poderá reencontrá-los em Deus. Tudo é possível com o Seu Auxílio.
Se não conhecemos realmente a Deus, nada justifica afirmar que só a mente existe, e que não é preciso observar regras de saúde, nem recorrer a quaisquer meios físicos de cura. Enquanto não atingirmos a verdadeira realização, temos de usar o bom senso em tudo que fizermos. Ao mesmo tempo, jamais devemos duvidar de Deus e, sim, reafirmar constantemente a fé em Seu divino poder onipresente.
Os médicos procuram conhecer as causas das doenças e eliminá-las, para que as enfermidades não retornem. Geralmente, são muito hábeis no emprego de determinados métodos materiais de cura. Entretanto, nem todas as doenças reagem aos métodos e à cirurgia; nisso reside a principal limitação desses
métodos.
Substâncias químicas e remédios afetam apenas a composição física externa das células do corpo, mas não alteram sua estrutura atômica interna ou princípio vital. Em muitos casos, nenhuma cura é possível enquanto o poder curativo de Deus não tiver corrigido, internamente, o desequilíbrio dos "vitrátrons", ou energia vital inteligente do corpo. As duas causas básicas das enfermidades são a subatividade e a superatividade do prana, energia vital que estrutura e sustenta o corpo. O funcionamento inadequado de uma (ou mais)
das cinco correntes prânicas que governam o corpo-vyana, circulação; udana, metabolismo; samana, assimilação; prana, cristalização; e apana, eliminação afeta negativamente a saúde. Quando o equilíbrio natural e harmonioso das energias sutis é restaurado pelo divino poder de Deus, o equilíbrio atômico das células físicas por elas sustentadas também se restabelece; nesse caso, a cura é perfeita e muitas vezes instantânea. Enquanto a vitalidade se mantiver equilibrada pelo modo de viver correto, dieta apropriada e meditação com pranayama ( técnicas de controle da energia vital), a energia vital do próprio corpo "eletrocutará" a doença antes que ela possa se desenvolver."
***************
Afirmação:
"Sou forte, sou a fortaleza; sou saudável, sou a saúde; sou jovem, sou a juventude."
(repetir essa afirmação diversas vezes, durante o dia).

Livro: A cura - Paramahansa Yogananda

Os Orientadores das reuniões de uma casa Espírita



Sempre que um grupo de pessoas se reúne para trabalho de natureza mediúnica, um grupo correspondente de Espíritos se aproxima. Todos nós temos, no mundo espiritual, companheiros, amigos e guias, tanto quanto desafetos e obsessores em potencial ou em atividade. Teremos que aprender a trabalhar com ambos os grupos.
Não vamos conviver apenas com aqueles que vêm para ajudar-nos, e nem seria esta a finalidade de um grupo que se prepara para a difícil tarefa da desobsessão. Além disso, não podemos esquecer-nos de que somos todos irmãos, apenas distribuídos em diferentes estágios evolutivos. Enquanto alguns se acham à nossa frente, por terem caminhado um pouco mais do que nós, outros nos seguem um passo ou dois atrás. É da lei universal da fraternidade que todos se apoiem mutuamente, para chegarem à paz interior, que é o reino de Deus em cada qual.
Falemos primeiro dos irmãos que vêm nos ajudar a servir.
É sempre um momento de emoção a primeira reunião mediúnica de um grupo. Os resultados podem não ser espetaculares — e geralmente não o são mesmo — porque os companheiros incumbidos da nossa orientação ainda estão trabalhando nos ajustes e nos testes, como o maestro competente que verifica se todos os instrumentos estão perfeitamente afinados. Se o grupo já dispõe de um ou mais médiuns desenvolvidos, é certo que um Espírito amigo se manifeste, para as primeiras palavras de estímulo e encorajamento.
Nessa altura, é raro que tenhamos conhecimento da natureza do trabalho que pretendam realizar conosco. É certo, porém, que eles já dispõem de um plano, muito bem estudado, compatível com as forças e possibilidades dos trabalhadores encarnados. Os Espíritos sempre nos dizem que precisam de nós para determinadas tarefas, que somente podem ser desenvolvidas com o concurso da mediunidade, ou seja, em contacto com o ser humano encarnado.
Em “Reformador” de fevereiro de 1975, no artigo intitulado “A Doutrinação: variações sobre um tema complexo”, lembrei os preciosos esclarecimentos colhidos no livro “Memórias de um Suicida”, que devemos à abençoada mediunidade de Yvonne A. Pereira.
Tornara-se imperioso encontrar um grupo de médiuns em condições de socorrerem Espíritos de suicidas:
“Chegara a um “impasse” o processo de recuperação. A despeito do desvelo e competência dos técnicos e mentores da organização espiritual especializada no tratamento dos suicidas, um grupo deles se mantinha irredutivelmente fixo nas suas angústias. Os casos estavam distribuídos, segundo sua natureza, a três ambientes distintos: o hospital propriamente dito, o isolamento e o manicômio. Uns tantos desses, porém, “permaneciam atordoados, semi-inconscientes, imersos em lamentável estado de inércia mental, incapacitados para quaisquer aquisições facultativas de progresso”. Tornara-se, pois, urgente despertá-los para a realidade que se recusavam, mais inconsciente do que conscientemente, a enfrentar. Trata-se aqui de um conhecido mecanismo de fuga defensiva. Inseguro e temeroso diante da dor que ele sabe ser aguda, profunda e inexorável, o Espírito culpado se aliena, na esperança de pelo menos adiar o momento duro e fatal do despertamento. Em casos como esses é necessário, quase sempre, recorrer à terapêutica da
mediunidade. O Espírito precisa retomar a sua marcha e o recurso empregado com maior eficácia é o do choque, a que o autor de “Memórias de um Suicida” chama de “revivescência de vibrações animalizadas”. Habituados a tais vibrações mais grosseiras, mostravam-se eles inatingíveis aos processos mais sutis de que dispõem os técnicos do Espaço. Para que fossem tocados na intimidade do ser, era preciso alcançá-los “através da ação e da palavra humanas -Como estavam, não entendiam a palavra dos mentores e nem mesmo os distinguiam visualmente, por mais que estes reduzissem o seu teor vibratório, num esforço considerável de automaterialização.”
É para esse trabalho que os mentores espirituais solicitam o concurso dos encarnados, que se torna, em muitos casos, insubstituível, como vimos. Não sabemos, pois, ao iniciar uma atividade mediúnica, que tipo de tarefa nos será atribuida; podemos estar certos, não obstante, de que os orientadores espirituais do grupo somente nos trarão encargos que estejam ao nosso alcance. Sem dúvida alguma, já estudaram nossas possibilidades e intenções.
“Memórias de um Suicida” nos fala dos longos e cuidadosos preparativos, conduzidos no mundo espiritual, como preliminares à tarefa mediúnica propriamente dita. É preciso localizar um grupo que ofereça as condições de segurança e amparo de que necessitam os Espíritos transviados.
“Na Seção de Relações Externas — prossegue o mencionado artigo de “Reformador” — são consultadas as indicações sobre grupos espíritas que possam oferecer as condições desejadas para o delicado trabalho.”
E mais adiante:
“Verifica-se a existência de grupos em Portugal, na Espanha e no Brasil. Decide-se por este último e, em seguida, são examinadas as “Fichas espirituais dos médiuns” que compõem os grupos
sob exame.” (Destaque desta transcrição.)
Por aí se vê que os nossos grupos e os nossos médiuns se acham meticulosamente catalogados nas organizações do Espaço. Convém acrescentar que registros semelhantes — obviamente para outras finalidades — existem também nos redutos trevosos.
Por várias vezes tive a oportunidade de testemunhar pessoal-mente essa realidade. Espíritos desarmonizados informaram-me que estávamos sendo rigorosamente observados e estudados. Nossos menores gestos e palavras eram como que filmados e gravados para exame e debate, mais tarde, nas cúpulas administrativas do mundo das sombras, a fim de melhor nos conhecerem e poderem planejar a estratégia a ser usada contra nós. Certa vez, um Espírito, particularmente agressivo e desesperado, dirigia-se, de quando em quando, à sua equipe invisível e recomendava:
— Gravem isto!
Ou então:
— Gravaram aí o que ele disse?
Não alimentemos, pois, ilusões. Contamos com a ajuda e o apoio de companheiros bem esclarecidos e competentes, mas precisamos oferecer-lhes um mínimo de condições.
São enormes as responsabilidades desses amigos invisíveis, e as qualificações exigidas, para as tarefas que desempenham junto a nós, são rígidas. Poderíamos dizer que cada grupo tem os guias e protetores que merece. Se o grupo empenha-se em servir desinteressadamente, dentro do Evangelho do Cristo, escorado na Doutrina Espírita, disposto a amar incondicionalmente, terá como apoio e sustentação uma equipe correspondente, de companheiros desencarnados do mais elevado padrão espiritual, verdadeiros técnicos da difícil ciência da alma.
O trabalho desses amigos é silencioso e sereno. A competência costuma passar despercebida, porque parece muito fácil fazer aquilo que aprendemos a fazer bem. Quando vemos um operário altamente qualificado na sua especialidade, ou um desportista bem treinado, experimentamos o prazer de contemplar os gestos bem medidos, a suave facilidade com que se desempenham. Lembremo-nos, porém, do seu longo período de adestramento, de estudo, de renúncia, e das suas cansativas horas de trabalho monótono, de repetição e correção.
Assim são os companheiros que nos amparam. Apresentam-se, muitas vezes, com nomes desconhecidos, falam com simplicidade, são tranquilos evitam dar ordens, negam-se a impor condições. Preferem ensinar pelo exemplo, discorrendo sobre a anatomia do trabalho, diante do corpo vivo do próprio trabalho. São modestos e humildes, mas revestem-se de autoridade. Amorosos, mas firmes, leais e francos. Aconselham, sugerem, recomendam e põem-se de lado, a observar. Corrigem, retificam e estimulam. Sua presença é constante, ao longo de anos e anos de dedicação. Ligados emocionalmente a nós, às vezes de antigas experiências reencarnatórias, trazem-nos a ajuda anônima de que precisamos para dar mais um passo à frente. Voltam sob seus passos, para estender-nos a mão, a fim de que, a nosso turno, possamos ajudar aqueles que se acham caídos pelos caminhos. Inspiram-nos através da intuição, acompanham-nos até mesmo no desenrolar de nossas tarefas humanas. Guardam, porém, o cuidado extremo de não interferir com o mecanismo do nosso livre-arbítrio, pois não se encontram ao nosso lado para resolver por nós os nossos problemas, mas para dar-nos a solidariedade do seu afeto. Mesmo no trabalho específico do grupo, interferem o mínimo possível, pois sabem muito bem que o Espírito desajustado precisa de ser abordado e tratado de um ponto de vista ainda bem humano. Se fosse possível resolver suas angústias no mundo espiritual, não precisariam trazê-los até nós.
Essa mesma técnica foi usada com o próprio Allan Kardec. Poderiam os Espíritos Superiores, que se incumbiram de transmitir os fundamentos da Doutrina aos homens, simplesmente ditar os livros que expusessem as linhas mestras do pensamento doutrinário. Não foi assim que fizeram, e isso teria sido, talvez, mais fácil. Preferiram colocar-se à disposição de Kardec, para que ele formulasse as perguntas, de uma óptica essencialmente humana. Os ensinamentos destinavam-se aos homens, e caberia aos homens, portanto, colocar as questões, de seu próprio ponto de vista, de forma que as respostas viessem já acomodadas às estruturas do pensamento do ser encarnado.
A tarefa dos grupos mediúnicos de desobsessão apôia-se nos mesmos princípios, pois também é trabalho de cooperação e entendimento entre os dois planos da vida. Os benfeitores espirituais não vão ditar um breviário de instruções minuciosas. É preciso que fique margem suficiente para a iniciativa de cada um, para o exercício do livre-arbítrio, para que tenhamos o mérito dos acertos, tanto quanto a responsabilidade pelos erros cometidos. Em suma, os Espíritos não nos tomam pela mão, mas não deixam de apontar-nos o caminho e seguir-nos amorosamente.
Não desejam, de forma alguma, que nos tornemos dependentes deles, para qualquer passo que tenhamos de dar. Dificilmente nos dizem o que fazer, ante duas ou mais alternativas. Devemos ou não acolher um companheiro que se propõe a trabalhar conosco? Devemos ou não excluir outro, que não está se entrosando? São problemas nossos, e temos que resolvê-los dentro do contexto humano, segundo nosso entendimento e bom senso. A função dos orientadores espirituais mais responsáveis não é ditar normas. Mesmo com relação à essência do trabalho, limitam-se a aconselhar e sugerir, mas não impõem a sua vontade. E se insistimos em seguir pelas trilhas que nos afastam do roteiro da verdade e da segurança, não nos faltarão com suas advertências amigas, mas nos deixarão palmilhar os caminhos da nossa preferência. Só que, por esses atalhos, não poderemos continuar contando com o mesmo tipo de apoio e sustentação. Haverão de nos seguir a distância, amorosos e apreensivos, mas respeitando nossas decisões, mesmo erradas.
Jamais nos recomendam ritos especiais, nem nos obrigam a fórmulas dogmáticas rígidas e insubstituíveis, como preces exclusivas, ou símbolos místicos e vestimentas características.
Nada temos contra os grupos que seguem tais recomendações, sob orientação de seus companheiros desencarnados. Podem ser bem-intencionados e realizar trabalhos de valor, com êxito, mas não são grupos integrados na Doutrina Espírita, entendendo-se como tal a Doutrina contida nos livros básicos da Codificação Kardequiana. Merecem todo o nosso respeito e carinho; nossa experiência ensina, não obstante, que podem realizar o mesmo tipo de trabalho, ou melhor ainda, sem necessidade de recorrer a práticas exteriores de suporte. O suporte de que os grupos mediúnicos necessitam vem do mundo espiritual superior, onde qualquer exteriorização voltada para os aspectos materiais é dispensável. Nada, pois, de velas, símbolos imagens, ritos ou vestes especiais. Não é preciso. E se um companheiro começar a recomendar tais processos, podemos tranquilamente dissuadi-lo, com bons modos, é claro, mas com firmeza.

Os amigos espirituais que se incumbem de orientar o grupo raramente revelam toda a extensão de suas responsabilidades e encargos. Somente a observação atenta, no decorrer de muito tempo de trabalho, permite-nos avaliar parcialmente a importância de suas presenças junto de nós.
Geralmente fazem parte de amplas organizações socorristas, que se incumbem de orientar e assistir inúmeros grupos, onde se reúnem pessoas de boa-vontade, ainda que de limitados recursos.
O trabalho que nos trazem obedece a planejamentos cuidadosos, cuja vastidão e seriedade nem podemos alcançar, para entender. Todo o seu esforço é conjugado com o de outros Espíritos, encarnados e desencarnados. São eles os preparadores das tarefas específicas do grupo, e são eles que se incumbem de dar continuidade ao serviço, depois que o Espírito necessitado é atendido. Sabemos muito bem que a maior parte do trabalho, a mais delicada e de maior responsabilidade, é feita no mundo espiritual. Os Espíritos desarvorados, seja por que razão for, já vêm para a manifestação mediúnica com um certo preparo prévio. Os benfeitores espirituais é que se incumbiram de localizá-los e desalojá-los de suas posições, muitas vezes tidas por inexpugnáveis, para trazê-los até nós. Inúmeros recursos são utilizados para isso. Técnicas de magnetização e persuasão, ainda desconhecidas de nós, são aplicadas com enorme competência e sentimento da mais funda fraternidade. Freqüentemente, os Espíritos atormentados nem sabem por que se acham numa sessão, falando através de um médium. Ignoram como foram trazidos, ou se dizem convidados, julgando que vieram por livre e espontânea vontade. Muitas vezes admitem estar constrangidos, contidos, sob controle, mas não sabem de onde vem a força que os contém.
Os benfeitores assistem à sessão, socorrem-nos com seus recursos, nos momentos críticos, fazem pequenas recomendações ou dão indicações sumárias, através da intuição ou da mediunidade ostensiva de algum companheiro. De outras vezes, em casos mais difíceis, incorporam-se em outro médium, para ajudar no trabalho de doutrinação ou de passes.
Encerrada a sessão, cabe-lhes recolher os companheiros aflitos, estejam ou não despertados para a realidade maior.
Os Espíritos arrependidos e dispostos à recuperação são levados a centros de reeducação e tratamento, e entregues a outras equipes espirituais, já adestradas para esse tipo de encargo, enquanto a tarefa no grupo mediúnico prossegue.
Durante a noite, enquanto adormecemos no corpo físico, nossos Espíritos, desprendidos, parcialmente libertos, juntam-se aos benfeitores, para o preparo das futuras tarefas mediúnicas. Descemos, com eles, às profundezas da dor e, muitas vezes, realizamos, com eles, autênticas sessões em pleno Espaço, para o tratamento preliminar de companheiros já selecionados para a experiência mediúnica, ou irmãos que, já atendidos por nós, necessitam, mais do que nunca, de assistência e amparo, para as readaptações e o aprendizado que os levará à reconstrução de suas vidas, desde o descondicionamento a dolorosas e lamentáveis concepções, até o preparo de uma nova encarnação.
Cabe às equipes de esclarecidos companheiros desencarnados todo esse trabalho invisível, do qual participamos, às vezes, como figuras sempre secundárias, em nossos desprendimentos.
O nível espiritual e o “status” moral desses companheiros revela-se na sua maneira de agir e falar. Temos que aprender a formular sobre eles o nosso próprio juízo. Com algum tempo de vivência na tarefa mediúnica, estaremos em condições de fazê-lo com relativa segurança, se nos mantivermos atentos e vigilantes. O grupo bem orientado, e sustentado pela prece, pelo conhecimento doutrinário e pela prática evangélica, contará sempre com o apoio de companheiros desencarnados esclarecidos. Isto não quer dizer, porém, que deveremos aceitar tudo quanto nos vem do mundo espiritual, sem análise critica. A Doutrina Espírita não recomenda a aceitação cega de coisa alguma; ao contrário, incentiva-nos a tudo examinar, para acolher apenas o que a razão sancionar. Os Espíritos esclarecidos não se aborrecem nem se irritam com esses cuidados, que entendem necessários. É preciso, entretanto, não cair no extremo oposto de tratar qualquer companheiro espiritual com aspereza e desconfiança injustificáveis. Ao cabo de algum tempo de convivência, formulado o juízo sobre os nossos orientadores, saberemos identificá-los e conheceremos seus métodos de ação. A delicadeza do trabalho e seu ponto crítico estão exatamente nesse balanceamento entre vigilância e confiança. Sem um perfeito entendimento entre as equipes encarnada e desencarnada, é impraticável um trabalho produtivo e positivo. Temos que buscar o terreno comum da harmonização e da integração, o que não é o mesmo que aceitar tudo sem exame.

OS DESENCARNADOS - OS ORIENTADORES

DIÁLOGO COM AS SOMBRAS
HERMÍNIO C. MIRANDA

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fé: necessidade, conquista, sensibilidade. A alma em conexão com a espiritualidade


Não há uma definição que contemple o significado profundo da fé. Tratamos aqui apenas da fé em relação à espiritualidade, na força superior que governa a vida.  As civilizações que já se foram e as que estão vivendo hoje sempre interpretaram essa foça de  diferentes formas, de acordo com a cosmovisão de sua cultura, seu tempo e contexto. Mas essa época em que vivemos é a única  em toda a história da humanidade, em que se buscou descartar a existência da(s) Divindade(s) e substituir essa fé na espiritualidade pela razão fundamentada exclusivamente na ciência humana. As academias e os formadores de opiniões, intelectuais e filósofos criaram teorias diversas, com o argumento de que o homem criou a ideia de  Deus, para não sucumbir diante dos desafios da vida. Essa discussão é importante  pois nos permitiu assumir a responsabilidade pela conquista do conhecimento das leis  que regem a matéria, que movimentam  o universo, que governam nosso corpo. Nos abriu horizontes, ainda que sem intenção, para compreendermos a espiritualidade de uma forma mais abrangente, cósmica, e ao mesmo tempo individual e profunda.  Sim, os ritos, as denominações ainda são importantes, nos situam e orientam na relação com o divino.

Mas é possível afirmar hoje que, se não há mágica na natureza, ainda há magia na vida. A nossa humanidade não vê sentido na ideia do "nada" e na crença da vida como apenas uma reação química. À revelia de todos que tentam comprovar a inexistência da espiritualidade, essa fé se fortalece mais e mais na vida das pessoas. Afinal, nós olhamos o mundo e não o criamos. Descobrimos pequena parte de suas leis e não há como serem elas obras do acaso. A inteligencia de cada detalhe da natureza, do micro ao macrocosmo, revelando-se aos olhos dos pesquisadores e estudiosos da matéria, deveria inspirar hoje mais respeito ao Criador do que em tempos passados, quando se interpretavam os fenômenos como mágica divina.
 
Fora de nós, olhando o céu ou o mar, a terra ou o vulcão, encontramos forças poderosas que movimentam a natureza  realizam grandes explosões estelares e galáticas, germinam a pequena semente na terra dura. Dentro de nosso corpo, as células e seu DNA vão formando como soldados bem direcionados,  órgãos e sistemas, que nos permite estar no mundo e viver nesse planeta. Isso nos merece mais que respeito: reverência. Mais impressionante ainda são os pensamentos, os sentimentos, as emoções. Não estão no cérebro, mas impactam o cérebro que envia  recursos aos órgãos. A mente que adoece, danifica o funcionamento dos neurônios, a falta de certos neurotransmissores afeta a clareza mental. Onde está o início, a causa e o efeito? Onde está nosso eu?
 Nossa consciência de existir?  Cada conhecimento novo abre milhões de portas ao desconhecido

Somos "racionais", mas também sensíveis, simbólicos, intuitivos e sonhadores. A fé e a relação com a espiritualidade é parte integrante da nossa humanidade. Ninguém tem o poder de tirar Deus de nossa vida e de nosso universo interior. A fé não é uma crença, mas uma experiência profunda, racional, sensível, lógica, generosa, que ilumina nossas estradas, dá sentido à vida, desenvolve o amor, manifesta o melhor de nossa alma e nos conecta às forças divinas e a  Deus .

Abaixo, coloco três vídeos que nos tocam pelos testemunhos de fé e sabedoria e da presença da espiritualidade, que é transformadora para quem sabe olhar, ouvir, sentir e aprender. Do programa "Viver com fé", da GNT.


A FÉ: DIVERSIDADE
MARIA BETHÂNIA FALA SOBRE A FÉ

segunda-feira, 2 de julho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Variações de humor

Por Gilberto (Esp.)/Rita Foelker


Um dos sintomas da mediunidade que aflora e um dos percalços com que podem se deparar, mesmo os médiuns mais experimentados, é o das variações de humor.
Isto se explica: dentro da impressionabilidade dos médiuns, em geral, o campo das emoções é o mais sujeito a influências que lhe alterem os padrões. Ainda quando não seja possível transmissão de conteúdos, de pensamentos concatenados, nossas emoções podem ser influenciadas com muita facilidade, modificando o nosso estado geral.
Como, via de regra, entre os Espíritos perturbadores, o campo emocional é o mais comprometido, a simples proximidade, uma mínima assimilação dos fluídos emanados por estas criaturas pode afetar o médium de forma sutil ou mesmo fortemente.
Acresce o fato de que a maioria dos encarnados tem pouco conhecimento e domínio das próprias emoções, tornando-se incapazes de perceber-lhes as mudanças e atribuir-lhes as verdadeiras causas.
Por isso é imprescindível que os médiuns que desejem encarar com seriedade o compromisso mediúnico e habilitar-se ao serviço em reuniões de socorro ou instrução iniciem o quanto antes o exercício da auto-observação, da autoanálise, da percepção de seus padrões emocionais diários e daquilo que pode alterá-los, formando um conceito mais ou menos preciso das suas variações mais comuns. Mudanças de humor sem causa aparente (irritação, apatia, depressão, euforia) podem resultar da aproximação e sintonia com Espíritos diversos. 
Às vezes, pode ser simples atuação de criaturas que conosco simpatizam ou antipatizam. Outras vezes, sobretudo no dia ou na véspera da reunião mediúnica, pode ser uma providência dos Dirigentes Espirituais, que começam a trabalhar na ligação fluídica para facilitar o processo da comunicação, quando chegar a hora.
Em qualquer dos casos, é recomendável que o médium esteja ciente e aja de modo a cooperar, quando for o caso, mas sem desarmonizar-se consigo mesmo nem prejudicar-se nas suas ocupações normais

Utilidade, verdade e bondade

Por Gilberto (Esp.)/Rita Foelker

Uma das questões mais importantes das reuniões mediúnicas é avaliar as comunicações recebidas. A mediunidade é um canal aberto à expressão das mais diferentes ideias, provenientes dos Espíritos distribuídos entre diferentes graus evolutivos, os quais se pode conhecer pela Escala Espírita1.
Apenas o desejo de receber boas comunicações e a boa intenção não se mostram suficientes para garantir a seriedade dos Espíritos e a veracidade do que trazem.
Distante de conhecimentos básicos dos princípios que regem a vida espiritual, qualquer grupo pode se enganar quanto ao valor das mensagens que recebe.
Portanto, aos grupos mediúnicos não podem faltar os critérios mínimos de análise das mensagens. E quais seriam estes critérios, os quais confeririam segurança de poder decidir pela aceitação ou não das opiniões e orientações emitidas por via mediúnica?
Vamos recorrer à sabedoria de Sócrates, homenageada pela crônica do Irmão X intitulada “Os Três Crivos”2. Podemos aplicar, então como critérios:
Utilidade. Os Espíritos elevados somente se comunicam para transmitir informações e orientações úteis, não desperdiçando oportunidades preciosas com palavras repetitivas e mensagens óbvias. Quando vêm a nós, colimam um objetivo, seguindo até ele de forma clara. Não elogiam inutilmente, mas trazem palavras de estímulo aos que abraçam a tarefa com dedicação e sinceridade. Suas mensagens sempre apresentam um fim prático.
Verdade. Também trazem a verdade para nos aproximar da verdade. Suas proposições sempre suportam o exame da lógica e a confrontação com os fatos. A verdade é o espelho do pensamento dirigido ao Bem, no qual não teme contemplar-se. As suas mensagens sempre satisfazem à Razão, constituindo-se em exemplos de bom senso.
Bondade. As palavras dos Benfeitores Espirituais vêm sempre coroadas pelo halo do Amor. Suas orientações não buscam dividir as criaturas, porém uni-las; não ressaltam seus “defeitos”, mas fazem descobrir qualidades; sempre visam confortar o coração criando proximidade, e não distanciamento. E são sempre expressões do mais elevado Sentimento.
Não desejamos substituir as recomendações de Kardec, que sempre se fazem oportunas aos grupos que encaram com seriedade o compromisso que assumiram. Apenas resumimos, no intuito de destacar sua essência e reafirmar sua importância para tantos quantos se dedicam aos labores da mediunidade

Temores e receios

Por Gilberto (Esp.) / Rita Foelker

Lidar com realidades do invisível pode gerar temores e receios diversos. Efetivamente, sentimo-nos mais seguros com relação ao que podemos ver. O que fica oculto aos nossos sentidos físicos oferece asas à imaginação, a qual, nem sempre, consegue trabalhar a nosso favor.
Espíritos, fluidos, vibrações representam forças potentíssimas da Natureza, porém não suplantam o poder da fé e da vontade do bem.
De todas as realidades invisíveis, Deus é a maior, onipotente e incontrastável.
Aprendamos a mobilizar as forças presentes em nosso íntimo, não descurando do estudo e da pesquisa, que nos tornam mais claras as leis do mundo espiritual e reduzem as razões para o medo, infundido no passado reencarnatório, de tudo o que era considerado sobrenatural.
A mediunidade é um sentido natural das criaturas. Os Espíritos pertencem à Natureza e somente agem dentro de suas leis. Tudo na Criação atende à vontade sábia do Criador. Portanto, não criemos coisas que não existem exceto nas mentes superexcitadas, ignorantes ou doentias.
Somos o que pensamos e vivemos em meio aos pensamentos que criamos.